2009 foi um excelente ano para quem apostou no e-commerce. O total de vendas somou R$ 10,6 bilhões, com alta de 30% no confronto com o mesmo período em 2008, de acordo com pesquisa da e-bit, consultoria de comércio eletrônico.
Foram cerca de 17,6 milhões de internautas brasileiros, o que reprsenta um aumento de 33%.
Destaca-se na pesquisa o fato do e-bit não ter considerado as vendas de veículos, passagens aéreas e leilões virtuais, que poderiam alavancar ainda melhores resultados. Os 17,6 milhões de internautas representa 26% do mercado potencial de pessoas com acesso a internet, o que mostra, segundo a consultoria, que ainda há muito espaço para crescer.
Entre os motivos do aumento no faturamento está a entrada das Casas Bahia, em fevereiro de 2009, no mundo virtual. Com a chegada do varejista francês Carrefour no comércio eletrônico neste mês, todas as grandes redes presentes do país agora oferecem aos clientes a possibilidade de compras pelo mundo virtual.
Livros, revistas e jornais lideram as vendas virtuais, seguidos de saúde, beleza e medicamentos.
Com a redução de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para a linha branca, os eletrodomésticos garantiram a terceira posição no ranking, logo à frente de itens de informática e eletrônicos.
No ano passado, 79% das entregas foram feitas dentro do prazo, com destaque negativo para o Nordeste (73%). O índice de atrasos foi maior na região, de acordo com a e-bit, pelo fato de a maioria dos centros de distribuição das lojas virtuais se concentrar no Sudeste.
Para 2010, a previsão é movimentar R$ 13,6 bilhões, repetindo o ritmo de expansão de 30% superior ao registrado no ano anterior. Ao final do 1º semestre, a projeção da e-bit é que 19,8 milhões de pessoas tenham adquirido pelo menos um produto pela internet e, para dezembro, a previsão é que o número chegue a 23 milhões.
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