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Marketing Digital. A revolução da mídia de massa

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

A cerca de 10 meses fomos procurados por um cliente que inconformado com o  posicionamento de seu site  no Google, queria que explicássemos a ele o por quê de os concorrentes dele aparecerem na primeira página e ele raramente aparecia nas primeiras 10 páginas.

Na época, explicamos que o serviço de posicionamento no Google era pago – o chamado link patrocinado – e que muito embora seu site pudesse ser melhorado em termos de conteúdo e indexação de assuntos para facilitar a busca de palavras por esses sites de busca (Google, Yahoo, Excite, Altavista, etc.), a única certeza de melhorar seu posicionamento era pagar por isso.

Este fato trouxe a luz, uma questão: De que adianta desenvolver um site de internet e não conseguir divulgá-lo para o mercado de forma mais abrangente? Seria a mesma coisa que ter uma loja na cidade e ninguém, ou poucos saberem que a esta loja existe …

Muito embora entendamos que o site da empresa é uma ferramenta necessária, haja vista que, se a empresa não a tem, acaba abrindo espaço para o concorrente.  E aí sim, se a empresa física é conhecida no mercado tradicional acaba piorando as coisas ao também deixar de ser conhecida no mundo virtual, mas por outro lado há de se ter um esforço a mais que desenvolver apenas um site! Faz-se necessário a divulgação dele, tem que haver a propaganda, avisar o mercado virtual que a empresa existe das duas formas; a tradicional e a virtual.

Partindo deste princípio fomos buscar informações, estudar e conhecer o assunto “Marketing Digital”, começando por entender o mecanismo do Google, Yahoo, Altavista, etc e principalmente como utilizar as redes sociais como forma de divulgação.

Após 6 meses, alguns cursos e muita leitura e debate com especialistas, chegamos a uma conclusão:

A internet tornou-se a pedra no sapato das agências tradicionais e pode ser um grande divisor de águas na carreira de um executivo de marketing. Ele vai ser promovido ou demitido em função do quanto defende internet como ponto de contato.

Veja o que escreve: Dhiogo Feitosa  (publicitário) no Blog PropagandaMT

“Uma recente matéria publicada no site BlueBus mostra em números o atraso das agências diante do novo consumidor online.

Trata-se de uma pesquisa, realizada pela IBM entre 2007 e 2008, que registra de um ano para o outro o salto de 33% a 60% na proporção dos internautas entrevistados que usam redes sociais.

De 2007 a 2008 entre os entrevistados a adesão à internet móvel quase triplicou, chegando a 41%. O acesso a música e vídeo em aparelhos móveis quadruplicou, para 35%.

Contrastando com isso, 80% dos executivos de publicidade entrevistados disseram que o mercado está pelo menos cinco anos distante de uma plataforma que englobe venda, entrega, mensuração e análise da propaganda na mídia digital.

Pergunta: Onde vivem esses publicitários? Na Somália?

Que o consumidor está cada vez mais na web, isso está mais do que claro, ao menos para os profissionais que trabalham com web. O problema é que para os anunciantes – aqueles que pagam as contas – ainda não.”

O resultado da pesquisa me dá o direito de tirar 4 conclusões:

1. Agências tradicionais, são de fato, agências “offline” que só pensam TV, Rádio e Jornal… como não sabem usar bem a internet como mídia, é melhor falar que não dá resultados.

2. A internet está tomando audiência das mídias tradicionais; sendo assim, o futuro é que parte da verba de propaganda migre naturalmente para a internet.

3. Os anunciantes têm medo de investir na web, têm medo de não obter resultado e com isso perderem dinheiro. Somando esse medo dos anunciantes ao medo das agências em perder verba, é sempre melhor que o diretor de mídia aplique o dinheiro em Jornais, Rádio e TV do que na home de um site de buscas! O Jornal já existe há décadas, dá resultado, para que mudar? Em time que está ganhando não se mexe…

4. Agências vivem de bonificação por volume (BV). 95% da renda das agências vem dos 20% sobre a mídia. Anunciar na internet é mais barato, sendo assim, o BV da web é menor que da TV, logo, é melhor ganhar um BV sobre os 300 mil investidos nos 30 segundos na TV, do que sobre os 30 mil investidos em um banner na home do Google! (por exemplo) Melhor ganhar 20% sobre a produção de um comercial que custe 500 mil reais do que de um banner que custa 2 mil.

Tomar coragem como a Pirelli em 2006, que fez pela A1 Brasil uma campanha 100% digital é difícil.

A Pirelli vendeu 30% a mais de pneus acima da meta principal em dois meses e teve um faturamento bruto cinco vezes maior do que o investido na campanha. Participei dela como um dos planners e recebi um telefonema do presidente da Pirelli no Brasil, interessado em saber mais sobre web porque ele mesmo não acreditava. A ação foi feita na web, usando a mídia tradicional da web e novas mídias (redes sociais, YouTube, MSN, e-mail, e-mail marketing…).

Continuaremos este assunto, onde abordaremos as opções de Marketing puramente digital, mais barato e mais eficiente!

Até lá